Viagem: dicas de Toronto – Parte I 2


Às margens do Rio Ontario, a cidade teve seu “boom” depois da Segunda Guerra Mundial, época em que recebeu mais de 500 mil imigrantes (italianos, turcos, gregos, portugueses, gente de toda parte da Europa e, mais recentemente, muitos asiáticos, sobretudo chineses). A cidade deixou seu ar provinciano para se tornar um dos mais importantes centros da América do Norte, abrangendo, em sua área metropolitana, mais de 6 milhões de habitantes de todos os lugares do mundo (até hoje é visível a presença de imigrantes, tornando a cultura local bem mesclada). E é a maior e mais conhecida do Canadá (talvez por isso muita gente acha que é a capital do país, inclusive).

Toronto reúne a modernidade das cidades dos EUA com o toque tradicional e charmoso da Europa. O melhor de cada continente, talvez? Não é à toa que o Canadá, como até já comentei, é o país “classe A” do mapa mundi. Mas a cidade, NEM DE LONGE, lembra o agito excessivo de grandes cidades como Londres ou Nova Iorque. Toronto, na minha visão, é uma gigante cidade pequena! Tem jeitinho de centro pacato, talvez porque, entre construções moderníssimas (todas parecem que foram inauguradas ONTEM, de tão “fresh” que são!) e um ar de “cidade-maquete”, exista uma ou outra casinha antiga, algum prédio sei lá de qual século, mas de muitos atrás.

Quase todas as principais atrações ficam a uma distância possível de ser “caminhada” (quer dizer, forcei um pouco…digamos que seria uma longa caminhada, mas são relativamente próximas), e ainda bem que a cidade proporciona um bom passeio a pé, porque achei que o metrô deixou de cobrir algumas regiões da cidade, assim como na cidade de São Paulo (onde, inevitavelmente, certas áreas só são possíveis de serem visitadas de trem, ônibus ou táxi).

PRINCIPAIS ATRAÇÕES

CN TOWER - Assim como quem vai pra Paris quer que o primeiro passeio seja a Torre Eiffel, quem vai a Toronto quer ir primeiro a CN Tower, a segunda maior torre sem sustentação do mundo, com 554 metros (perde apenas para o Burj Khalifa, em Dubai), e o principal cartão postal e atração turística da cidade.

Um elevador panorâmico leva, em apenas 58 segundos, ao observatório da Torre, de 346 metros!! Já na subida eu quase morri e percebi, pela primeira vez na minha vida, que eu não tenho medo de altura – eu tenho PÂNICO!!! Meu labirinto deve ter girado umas 370 vezes nos 50 e poucos segundos de subida do elevador, o que me fez, instintivamente, agarrar a mão de uma velhinha que tava do meu lado (mico 2 da viagem! O 1 foi ser interrogada por quase 6 horas no aeroporto em uma quase deportação!). Essa tontura inicial já não me fez achar o passeio dos mais agradáveis…

A vista da cidade claro que compensou (dá pra ver Toronto inteirinha de lá, é realmente lindo!), mas eu não me arriscava a chegar muito perto do parapeito pra bater foto. Agora pensem no meu desespero quando vi que, além do observatório, parapeitos, grades, tinha um CHÃO DE VIDRO por lá! Isso mesmo: uma área, a 346 metros de altura, com CHÃO DE VIDRO (e várias crianças pulando em cima, enlouquecidas) e a sensação de que a gente vai despencar a qualquer momento!! Lógico que é super seguro (mesmo!!), mas passei mal…com muito custo, pisando de olhos de fechados e sem a coragem de olhar pro chão, pedi pra alguém bater uma foto minha por lá…

Eu juro pra vocês que realmente fiquei bem tonta no meu passeio da CN Tower, minha pressão deve ter baixado demais (e olha que já fui a alguns lugares bem altos!), mas é impossível pensar numa visita à Toronto sem essa torre. Passeio indispensável! Preço: CAD 32 + taxas.

Dica número 1: Comprar pelo site sai 15% mais barato. Ou dá pra pegar um cupom de desconto (geralmente encontrado nos hotéis e outros pontos turísticos); eu paguei CAD 21 (adulto), já incluídas todas as taxas.

ROGERS CENTRE – Bem encostado à Torre, fica esse estádio esportivo, o primeiro do mundo a ter teto móvel. Recebe importantes jogos e campeonatos (de futebol americano, beisebol etc.) e shows internacionais. Tem um tour guiado às principais instalações do local, para os que não conseguem ficar sem entrar num grande estádio, por CAD 16 (adulto).

 

Dica número 2: fiquei hospedada mais ou menos próxima a Torre/ Rogers Centre, e acho que essa região, que vai das proximidades da CN (algumas quadras pra trás) até a mais ou menos a Queen Street, fechando um “quadrado” até a York Street, é a melhor pra se ficar em Toronto. Tudo é próximo, o acesso é tranquilo e a área, bem segura. Por ali ficam desde bons albergues, até hotelões das redes Sheraton e Hilton. Se estiver frio, porém, aconselho o mais próximo possível de Downtown (Yonge Street) por estar mais do lado das estações de metrô.

ART GALLERY OF ONTARIO  Pra quem adora um museu, como eu, vale a visita, já que lá estão as mais extensas coleções de arte moderna do Canadá. Só a fachada do prédio é de tirar o fôlego! Preço adulto: CAD 19,50 + taxas (adulto).


Dica número 3: quando eu fui o preço estava mais salgado um pouco (CAD 32), por conta de uma exposição itinerante. Os preços de museus por lá achei meio caros, então pode compensar comprar o Toronto City Pass, ainda que não se queira ir a todas as atrações do passe!

CHINATOWN – Não sou lá grande fã de visitar “chinatowns”, porque acho todas elas muito iguais e sem grandes novidades, mas a de Toronto foi a mais organizada em que eu já pisei. Compensa pra quem gosta de procurar bugigangas nas lojinhas chinesas, ou pra quem quiser comer pagando pouco.

KENSINGTON MARKET – Não é um lugar específico, e sim uma região (“neighbourhood”, como Chinatown, Greek Town, Little Italy…), está em todos os guias pra Toronto – e por isso anotei como sendo um lugar a visitar. Mas, sinceramente, não gostei nem um pouco. Achei o lugar meio sujo, destoou muito do resto da cidade e, não sei se porque eu estava sozinha, pareceu não ser tão seguro, além do que sem muitas opções de coisas pra comprar. É extremamente pessoal isso, é claro, mas não recomendo, a não ser que sobre tempo na cidade.

QUEEN STREET WEST – Também uma região (a da Queen St.), mas aí, sim, estamos falando de uma bem bacana! A área possui diversos restaurantes, lojinhas “cool”, cafés (que ficam lotados nas manhãs e fins de tarde, é uma delícia passar o tempo por lá!)…Durante à noite, vários bares tem música ao vivo: um jazz, ou lounge ou clássico rock´n roll. Adorei!

CASA LOMA – Mais afastada um pouco do centro está a Casa Loma, considerada uma das Top 10 atrações de Toronto. Trata-se de um castelo com arquitetura única, todo em estilo gótico, construído para ser a residência de um magnata canadense no início do século passado. Em todo país tem um ricaço com mania de grandeza que constrói alguma coisa pomposa pra deixar de legado para turistas – e ainda bem, porque realmente é bom ver coisas assim grandiosas. É realmente muito bonito, por dentro e por fora, e compensa por virar cenário de lindas fotos e pelo jardim externo lindamente bem projetado e conservado. Preço: CAD 20,55 (adulto).

Não é lindo o jardim da Casa Loma?

EATON CENTRE – É o maior shopping de downtown, obviamente super central e fácil de localizar, com mais de 200 lojas, muitas delas ultra procurada por nós, brasileiros (como Aldo, Victoria´s Secret, Zara, MAC, Levi´s, GAP, Lacoste, Forever XXI, BCBG, Armani Exchange…), além de uma praça de alimentação bem servida.


Dica número 4: Toronto (assim como Montréal e algumas outras cidades canadenses) tem uma rede subterrânea bem grande, a chamada, “underground city”, a fim de evitar que as pessoas saiam na rua em dias frios. O que quer dizer isso? Quer dizer que em cada estação de metrô, no subsolo mesmo, tem centro de lojas, farmácias, praças de alimentação (são realmente shoppings!), com calefação, que são interligados aos principais prédios/ centro executivos da cidade. Ou seja: muito lugar pra procurar o que comprar, pra quem é realmente fã de compras!

DUNDAS/ YONGE SQUARE – É a “Times Square” canadense (sim, bem parecida, só que em versão mini! Com muita gente circulando, letreiros enormes, lojas, restaurantes ao redor…).


Dica número 5: Procurando lojas de departamento “barganhas”/ “outlet”, estilo “Ross Dress for less” (só que bemmmm melhor!)? Vá até a Winners (vários endereços, porém tem uma enorme na esquina da Yonge com a Bloor St.). Lá é possível encontrar peças (roupas, acessórios) de marca a preços mais acessíveis. Achei excelente mesmo foi a parte de cosméticos e perfumes – consegui comprar vários kits pra presentear (desses com sabonete, perfume), por bem menos de CAD 10 cada!!! 

Outra boa pedida, também, é a Honest Ed´s (Na Bloor St., perto da Barthurst st), que é como se fosse uma loja de departamento que parou no tempo – vende TODO o tipo de quinquilharia (roupas, perfumes, comésticos, coisas pra casa…) por uma pechincha! No mínimo, dá pra encontrar um souvenir

 (CONTINUA NO PRÓXIMO POST…)

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2 thoughts on “Viagem: dicas de Toronto – Parte I

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