Dicas Salvador: evitando roubadas na capital baiana 2


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|Foto: Youtube|

Não há dúvidas de que Salvador é uma cidade cultural e historicamente muito rica, com ótimos atrativos para qualquer tipo de turista. No entanto, ela tem sido alvo de algumas críticas bem constantes, principalmente no que se refere à segurança e tranquilidade (vários são os relatos de assaltos em plena luz do dia, infelizmente).

Antes de viajar pra lá também li muito a respeito da sujeira da cidade, de desorganização e da falta de educação do povo baiano. Sinceramente, não achei esse caos todo e tive um passeio pra lá de agradável. Claro, como toda cidade enorme, ela está sujeita a problemas de cidade enorme onde, quase nunca, as coisas são perfeitas. Faltam algumas coisas, sim. Muito há para melhorar, sim também. Há bastante pobreza, é claro, mas há que se admitir que boa parte já está sendo feita.

Com relação à questão da violência, não passei por nenhuma experiência traumática. Tive amigos que visitaram Salvador várias vezes e que também não sofreram nenhum tipo de assalto, mesmo alguns tendo ido no Carnaval (época de superlotação da cidade). Mas cansei de ler relatos na internet de gente que não teve a mesma sorte…

A seguir, vou comentar algumas coisas que me foram recomendadas por próprios soteropolitanos, principalmente no que diz respeito à segurança (então, baianos que podem ler esse texto, não fiquem chateados comigo! Vou reproduzir exatamente o que me falaram em Salvador, ok?). E também dar algumas outras dicas, não exatamente sobre segurança, que podem facilitar sua viagem a Salvador e fazer com que você tenha a mesma experiência positiva que eu tive.

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|Foto: Susana Steil|

 

Vale alugar carro?

Sim, muito! Principalmente porque sai mais barato do que só andar de táxi. Uma corrida de táxi do aeroporto até a região da Barra, por exemplo (onde ficam os principais hotéis) sai por mais de R$100 o trecho. E, dentro da cidade, as distâncias não são lá tão curtas. A partir de R$70 reais a diária já é possível alugar um carro em Salvador e, fora o fator economia, há também a facilidade de não depender de nada e poder sair quando se quiser.

Se estiver de táxi, por qualquer motivo…

…Não se esqueça de perguntar o valor aproximado ou combinar uma tarifa fechada assim que entrar no veículo. Isso porque pode acontecer o que acontece em qualquer lugar do mundo com turistas: há taxistas honestos, mas há sempre o que cobrar mais do que a corrida realmente vale! Fique de olho, então, pra que não seja feito de bobo!

Andando de ônibus

Eu não aconselho muito, mas se for necessário, ou mais barato (a tarifa custa R$3), ou pra distâncias curtas, só cuide muito com os pertences, ou até procure nem levar nada consigo. Também evite os horários de pico se não quiser ser esmagado dentro do ônibus. Pra saber qual ônibus pegar e horários, consulte o site oficial do transporte público de Salvador ou o Meu Buzu.

Horário de pico: lembrete

Diferentemente de outras cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, o horário de pico no fim da tarde é mais adiantado: peguei MUITA fila em Salvador por volta das 16h (coincidentemente, horário que fechavam quase todas as lojas do Centro). Fique ligado nesse horário, então, pra não ficar trancado em alguma fila por muito tempo.

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|Foto: Wikimedia|

 

Praias

Se não quiser muita muvuca, aquela coisa de uma cadeira esbarrando na outra, pouco ou quase nenhum lugar na areia e tudo mais, vá para as praias mais distantes do centro. Itapuã, Piatã, Flamengo, Jardim de Alah, Pituba são algumas das praias mais espaçosas, digamos assim. Elas ficam realmente mais distantes, mas dá pra sossegar melhor e aproveitar mais a praia (as outras são muito bonitas, claro…estou falando de quantidade de gente, e não de beleza). Agora, o que me falaram no hotel e nas barracas de praia: leve o indispensável. E somente isso! Nada de bolsas caras, relógios, celulares caros, máquinas fotográficas, óculos de grife…e isso porque o assalto nas praias, infelizmente, é bem comum. E nunca, jamais, em HIPÓTESE ALGUMA entre no mar e deixe seus pertences dando sopa na areia.

A cidade é violenta?

Como eu falei, não passei por nada e nem vi nada de horrível acontecendo diante dos meus olhos. Claro, a gente sempre andava com MUITO cuidado, olhando pra todos os lados e cuidando muito de bolsa, carteira, máquina etc. Em Salvador, mesmo, fizeram um terrorismo gigantesco com essa coisa de “cuidem com assaltos”, “deixem tal coisa no hotel”, “não saiam com tal roupa”, “não carreguem muito dinheiro”, que vou confessar que não conseguia andar na rua relaxada, sem clima tenso. Mas, talvez pelo meu excesso de cuidado, tudo deu certo! Cuidando bastante, acho que não tem problema nenhum! E mais: fazia muito tempo que não andava numa cidade tão bem policiada (ponto pra Prefeitura de Salvador!). À noite, mesmo, as viaturas eram mais que frequentes.

Já sabe:

Se beber, não dirija! Pelo mesmo motivo que acabei de falar: principalmente à noite, há muitos policiais nas ruas.

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|Foto: Wikimedia|

 

O Pelourinho é sujo?

Não, meus caros…o Pelourinho é lindo! E é a parte mais segura da cidade (porque, como é a mais turística, tem policiamento reforçado). Muitas casas e monumentos foram revitalizados recentemente, então estão bem conservados e limpos. Algumas igrejas cobram a entrada (porque têm museus anexos, ou outras coisas além do lugar de oração em si), mas são valores baixos (algo em torno de R$5). Aproveite pra gastar bastante tempo no Pelourinho e no Centro Histórico, porque vale a pena!

E os ambulantes?

Essa é a parte mais chatinha de Salvador, na minha opinião. No Centro Histórico, por exemplo, eles querem amarrar fitinhas no braço, forçar a venda de alguma coisa, pedir dinheiro pras crianças carentes…Dica: além de optar por dias menos cheios (como sábado e domingo), procure ignorar ao máximo. Não seja rude, apenas ignore.

Contratando guias e passeios

Só faça isso diretamente de agências (algumas ficam instaladas nos próprios hotéis). Porque nas ruas eles vão oferecer de tudo: pra levar pra tal lugar, pra ser guia no Pelourinho, um traslado mais barato, um passeio “mais em conta que o que tão vendendo por aí”…mas, segundo me disseram, muitos deles nem são guias credenciados e só fazem isso pra arrancar dinheiro de turista. Fique ligado pra não pagar por um serviço que não existe!

01/02/08 - Salvador (BA) - Baiana em uma rua do Pelourinho.

|Foto: Wikimedia|

 

Cuidado com as fotos!

Sim, porque se for bater foto com baiana tipicamente trajada, capoeirista ou qualquer coisa do gênero (e mesmo quando eles vêm oferecer, gentilmente) terá que pagar por isso. E, falando em fotos, se tiver com alguma máquina mais bam-bam-bam, tipo uma profissional ou semi, ou uma gopro, ou até mesmo câmera de iphone, procure bater fotos o mais próximo possível de um policial. Isso pra garantir que a hipótese de ter seu equipamento furtado seja praticamente zero. Zelo nunca é demais!

Voltinhas noturnas

A nova orla da Barra ficou muito bacana (e iluminada, e segura) pra quem quer caminhar, praticar exercício ou apenas curtir o movimento. Já em outras partes da orla, ou no centro, eu não aconselho (as pessoas me falaram sobre assaltos, usuários de drogas e prostituição. Não quis pagar pra ver se era verdade…). Para bares, restaurantes, baladas, uma coisa é importante saber: tudo começa mais cedo (até porque escurece mais cedo em salvador, também). 20h, no máximo, foi o que me disseram pra sair pra jantar, por exemplo.

O turista é explorado?

De certa forma, viajar no Brasil não é lá muito barato. Mas achei muitos valores em Salvador inferiores aos praticados aqui no Sul. Ninguém me cobrou além do que devia cobrar, ninguém me enganou, ninguém me explorou…Se ficar esperto, não vai ter com o que se preocupar EM NENHUM LUGAR DO MUNDO!

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|Foto: agência Sebrae BA|

 

Preste atenção no que come

Em Salvador há muita comida de rua. Desde doces, até castanha, amendoim, salgados e o famoso acarajé. Sou dessas que come de tudo, não tenho a menor frescura com comida, o que quer dizer que até me aventurei bastante por lá. Mas há que se lembrar que, pra quem não é acostumado, a comida baiana pode ser bem pesada (sem contar que não é todo mundo que come frutos do mar numa boa). Dê uma olhada antes de provar – se a comida parece fresca e se tem condições básicas de higiene. Passar mal em viagem?? Ninguém merece!

Quente? Não, obrigada!

Já falei no post anterior, mas se perguntarem se querem o prato quente, aconselho dizer que não. Isso porque o “quente” do baiano é apimentado, e não quente de calor. Se não for muito habituado a pimenta, vai por mim: pra quem não tá acostumado, pode cair super mal…

Seguindo o ritmo baiano

Algumas coisas em Salvador eu achei mesmo mais lentas. Atendimento, por exemplo. Não chega a ser um ponto negativo, mas é só questão de se ajustar ao costume do baiano, que não é de fazer as coisas com muita pressa. Se for a um restaurante, por exemplo, não fique de olho no relógio. Se a comida vier rápido, ótimo. Se ela demorar, nem esquente! Converse mais, aproveite mais a paisagem…relaxe! Até porque depois ela vai vir deliciosa!!! Pelo menos comigo foi assim…

Baiano é folgado? É mal educado?

Olha…tudo isso é bem relativo…tem gente grossa e seca na Suíça, nos Estados Unidos, na França…Eu sempre tive sorte em todas as cidades e países por onde pisei. Mas tem gente que sofre fora de casa, que dá azar, mesmo. Particularmente falando, acho que a gente é tratado da forma como trata as pessoas – é sempre um reflexo. Procure ser simpático, que receberá simpatia e educação de volta! Sinceramente, acho que a melhor coisa da Bahia são as pessoas (não estou dizendo que não tem coisas legais na Bahia, ok? Mas o povo baiano é o que tem de melhor por lá!) – graças a Deus conversei com gente simpática, e que sempre esteve disposta a me atender e me ajudar. Torço pra que aconteça o mesmo com você na sua passagem por Salvador!

Boa sorte!

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