#FilosofiadeQuinta: Um passo atrás, um passo à frente


É chegada a hora de fazer as malas e partir novamente. De largar velhos hábitos, velhas promessas e sonhos que passaram da validade. É o momento de encarar que as coisas são, sim, cíclicas: movimentos constantes, portanto, são mais do que necessários. Se a gente para, o mundo não gira. Pelo menos não o nosso.
A gente sabe quando algo congelou e não tem mais serventia pra nada. A gente percebe quando deixou de fazer sentido, quando a paciência se esgotou e o aprendizado ficou lá atrás. O corpo identifica quando se ficou grande demais pra caber numa vaidade – o sono vai ficando pesado, a preocupação chega e se vive do passado ou do futuro, mas nunca do presente…
signOs sinais chegam. Sempre chegam!
O difícil é admitir que largar algo que já não soma mais não vai ser exatamente uma renúncia. Num mundo que gosta de estampar a vergonha na cara dos “fracassados”, dá um medo tremendo de também ser um, de mudar de ideia, ou até de caminho. Dá medo de não ter medo. E, com pavor do desconhecido, decidimos por não fazer nada e ficamos engessados. Num mesmo lugar, um mesmo relacionamento, num mesmo projeto ultrapassado…que pena! Era pra ser tudo, menos isso.
(Maldito peso que colocamos no fim de todas as coisas! O “fim”, coitado, sempre leva as piores famas…)
Não podemos descartar pessoas, mas é preciso obedecer quando o corpo diz que já deu. Não dá pra desistir de planos, mas é preciso entender quando a cabeça manda parar. Às vezes é só questão de adaptação, de ajuste. Mas às vezes é mais saudável realmente pedir pra fechar a conta.
Não que não tenha sido bom, mas já foi o necessário. Não que não tenha feito bem, apenas não faz mais…ou não desafia mais. É bem difícil de aceitar esse “ok, isso pra trás” só que, como num jogo de poker, é fundamental saber quando aumentar a aposta ou quando cessar o investimento. Com a diferença que numa vida de verdade, sorte é o fator que menos deve importar.
Se o descontentamento chegou, não há porque seguir adiante. No mínimo, não do mesmo jeito. Se o desgaste apareceu, é hora de reavaliar os conceitos. Se o prejuízo é maior do que a alegria, é necessário mudar de prioridades. Decidir quando parar, quando recuar pra poder avançar – intrépido é aquele que vai; sábio é aquele que entende quando já foi longe demais…
Que sejamos mais sábios que valentes, então…que realmente façamos nossas malas, rumo a viagens mais emocionantes. Ou a mesmos destinos com novos trajetos, talvez até mais inteligentes. Só assim pro nosso mudo girar de novo.

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