Lei de Bill 6


Ontem tive um dia daqueles, que me fez lembrar de uma história daquelas…Antes de qualquer outra coisa, resolvi sentar pra escrever, porque ela valia o registro…Espero que, ao final destas longas linhas, vocês também achem o mesmo!

Eu trabalhava como cocktail waitress (que é um nome até bonitinho que lá eles dão para garçonete) num cassino no EUA (meu Deus, olha o que eu já fiz e onde eu já fui parar!).
E a regra era de que, quem tivesse apostando, ou pagando por algum serviço extra em qualquer dependência do cassino, poderia beber o que bem tivesse vontade – água, café, cerveja, vinho, drinks variados – a título de cortesia. Como nada nessa vida é tão de graça assim, quase que a totalidade das pessoas que me pediam alguma coisa pagava o preço alto da consciência (que só costuma ter quem vive em país de primeiro mundo), e acabava me retribuindo com tips (gorjetas): no mínimo US$ 1 ou US$2 eu recebia por cada copo, xícara, garrafa ou taça que eu entregava. Como tinha muita gente viciada em jogo, muito turista, muito curioso, muita gente sem mais nada o que fazer, muita gente que só queria fingir que jogava pra beber de graça + um espaço físico gigantesco destinado aos jogos + 8 horas de trabalho pra atender todo esse povo, andando pra baixo e pra cima… do the math, a grana corria solta e foi até bem isso que me enriqueceu por uma temporada inteira!

As novatas no ramo, pobres mortais como eu, serviam quase o expediente todo na seção de slots machines que, pra quem não sabe, são aquelas maquininhas clássicas, uma do lado da outra, onde os também pobres mortais sentam em frente e ficam apertando um botão vermelho, torcendo pra que alguma combinação mágica os faça ganhar algumas moedas (coisa que raramente vi acontecer). Eu digo mesmo que a gente era tudo pobre mortal porque nessa seção só jogava quem não tinha dinheiro: eram eles, os coitados, por lá, sonhando que iam enriquecer apostando apenas 5 doletas; e eu, coitada mais ainda no meu canto, já sabendo que, porque eles não iam ganhar grandes quantias, também eu não lucraria absurdamente.

Quem se dava bem eram as cocktails mais experientes, há anos funcionárias do cassino, que pegavam as seções enriquecedoras – onde só jogava quem tinha bala na agulha. Lá ficavam os jogadores profissionais de poker, as roletas, as mesas de blackjack, quem era viciado mesmo, que gastava o que tinha e o que não tinha, e que já possuía até uma conta na casa de empréstimo da esquina. Por lá não tinha essa de US$ 1 ou US$2 de tips, não! Cansei de ver freguês com sorte no dia dar US$ 20, US$40, US$100 de gorjeta a uma garçonete por uma garrafinha de Bud Light

Só sei que, numa noite de trabalho qualquer, uma das cocktails ricas mortais resolveu que queria ir pro vestiário tirar um cochilo. Era um dia fraco de movimento, se eu não me engano uma quarta-feira normal, bem tarde da noite, e só tinha uma meia dúzia de almas por lá jogando. Como ela era uma de minhas superiores hierárquicas, nem preciso dizer que sobrou pra mim (aquela clássica de que pobre sempre se arromba, percebi que era a mais pura e cruel verdade!). Ela veio me dar a excelente notícia de que eu teria que trabalhar por mim e por ela, durante as 5 horas (aham, 5!!) em que ela queria “cochilar”, e naquele instante o meu sangue subiu. Tudo bem que o movimento realmente tava muito fraco (e eu acho que fiquei até mais indignada exatamente por esse motivo), mas era um trabalho extremamente cansativo, embora parecesse bem o contrário disso. Independente de qualquer coisa, eu tinha que tentar manter sempre as bandejas cheias (pra já atiçar as pessoas e, acreditem, depois de algumas horas dava até câimbra no braço!) e, naquela noite, além de ter que andar o espaço E-N-O-R-M-E da minha seção de slots machines, eu teria que perambular também na dela, que era umas duas vezes maior que a minha (outra regra de lá pra piorar a situação: era terminantemente proibido ficar parada, sentar, encostar na parede, esperar cliente estalar o dedo…a ordem era “circulando!”…). Como nas noites que provavelmente seriam calmas todo mundo ganhava folga, naquela (que tava numa calmaria budista) estávamos somente eu e ela pro cassino todo. No caso, eu e o cochilo dela…Como tudo é uma questão de referencial, até já disse que não tinha quase ninguém, mas aquele “quase ninguém” pro contexto de uma funcionária sozinha em uns quase 2 mil m² a serem percorridos ininterruptamente, ainda com peso no braço e SALTO ALTO, virou um tremendo de um “milhão de pessoas pra serem atendidas”. Ai que ódio que me deu!…

Ah, e aqui vou até reservar um parágrafo em minha própria defesa, pra ninguém achar que eu fiz caso por pouca coisa, ou que tava de TPM naquela ocasião, e também quando resolvi escrever essa história… Primeiro que eu tenho por princípio que responsabilidade no trabalho (e em qualquer outro lugar) é primordial, e só se eu tiver um ataque cardíaco, ou se morrer subitamente que vou me recusar a fazer aquilo que me foi solicitado, ou o que eu tinha a obrigação de fazer. Então não me desceu a ideia de que ela podia parar tudo, arbitrariamente, só porque tava a fim de dormir um pouco. Segundo que eu vivia bem mais cansada que ela, porque trabalhava inacreditáveis 16 horas diárias quando morei por lá (entrei na chuva pra me encharcar!), e nem por isso reclamava de cansaço, fazia cara de vítima ou ficava de mau humor. Muito menos pedia pra ficar a noite toda curtindo minha preguiça num vestiário (quer dormir, vai dormir em casa! Quer descansar, tira folga…ou mata a vó e pede um atestado!! Eu seeeeeei, é tão ou mais terrível, mas é bem menos descarado!!). Terceiro que sou da opinião que, pra quase tudo, há que se analisar a fé da pessoa. Se ela tivesse passando mal, com algum problema muito sério pra resolver, ou qualquer outra coisa mais compreensível um pouco, talvez eu mesma teria me oferecido, voluntariamente, pra substituí-la. Dá pena de ver gente sofrendo, todo mundo é solidário nessas horas. Mas, pô…Quando a pessoa age de má-fé, com péssima intenção, e quando fica nítido que ela só quer se aproveitar de uma determinada situação (no caso, a minha, a de que eu era levemente subordinada a ela), daí não tem quem não faça escândalo, nem mulher fina que não desça do salto. Não dá pra apoiar a pilantrice alheia! Certas coisas são inadmissíveis, concordam? Pronto, me defendi.

Num impulso de raiva, pensei em fazer rolo…sei lá, bater boca, enviar uma reclamação por escrito ao gerente pra que ela fosse advertida, dedurar, rogar praga, qualquer coisa má do tipo. Mas depois o meu lado sensato falou mais alto, e acatei a “ordem” mais ou menos quieta. Até fiz uma carinha feia (na verdade, a mais feia que já fiz pra alguém até hoje), resmunguei baixo algumas coisas, em português mesmo, que me foram automaticamente retrucadas com um xingamento tenebroso no idioma dela (ela era Filipina, mas naquela hora descobri que xingamentos tem linguagem universal: fiz tradução simultânea de tudo de ruim que ela me falou sem entender patavinas de filipino!). E, no exato momento em que ela largou a bandeja e tirou o crachá, que me veio a pior notícia: – “Susana, vai dar tudo certo, hoje o movimento tá fraco, então não vai ser cansativo. Pode ficar com as gorjetas, claro! Só fica de olho no Bill, que ele tá por aí hoje. Espera um segundo que vou pegar o bipe dele”…

Ainda tinha o Bill?!?!?! Ai, meu Deus…

Meus caros, o Bill…

…era um desses caras que a gente nunca viu, mas cansou de ouvir falar. Ele era o principal cliente do cassino, porque ganhava milhões, mas perdia milhões (óbvio). Só jogava na seção high limits onde, pelos meus cálculos, gastava-se de 10 a 50 dólares POR SEGUNDO, dependendo da máquina. E como ele tinha um Diamond card, era realmente uma Very Important Person, precisava ter atendimento preferencial, e de primeira. Ele era a única pessoa que frequentava o cassino que poderia não apenas beber de graça, mas também comer, ler jornal, receber toalhinha umedecida, e até ser ABANADO, segundo relatos das outras garçonetes.  O quê ele tinha de positivo? Nada (também segundo relatos)…O Bill era daqueles que faziam questão de ser chatos, grosseiros e inconvenientes. Sempre me diziam que ele era o tipo de cliente que pedia um café latte, extra large (pelo menos ele não era alcoólatra), e quando chegava aquele copo enorme fumegante, ele dava um gole e dizia que não tava quente o suficiente, ou bom o suficiente (tempos depois fui descobrir que não era calúnia, não; o dito cujo sabia ser mala!). Também comentavam que a coisa mais comum que acontecia quando a gente ficava do lado dele era se sentir uma poeira cósmica e insignificante no universo – além de arrogante, ele era tão vidrado no jogo, que falava tudo e fazia todos os pedidos sem nem olhar pros lados. Era como se ninguém existisse.

Até que o Bill tinha uns poucos simpatizantes naquele cassino (e agora eu vi que eu menti quando escrevi, linhas acima, que ninguém falava nada de bom a respeito dele). Um funcionário da segurança dizia que, em raros momentos de bom humor, ele contava histórias engraçadíssimas, e soltava gargalhadas altas e contagiantes, daquelas que faziam todo mundo querer rir junto, mesmo até quem não imaginava sequer o motivo da piada.

Com muito ou pouco humor do Bill, porém, a ordem geral era pra que ele fosse tratado como sheik. De A a Z dentro daquele cassino, todo mundo precisava falar amém pra qualquer coisa que ele dissesse, se não quisesse perder o emprego. Nas noites em que ele aparecia, tinha uma cocktail (sempre uma rica mortal) que deveria ficar à disposição dele, com o tal do bipe na mão e, assim que ele “bipasse”, era pra receber atenção imediata.  – “Se ele te bipar, para tudo e sai correndo. Ainda que o Bush (então Presidente) esteja por aqui sendo atendido por você, e bem nessa hora o Bill te chamar, nem pensa duas vezes: deixa o Bush falando sozinho e vai ver o que o Bill tá querendo”, me alertou a Filipina segundos antes de ir pro cochilo.

Era assim que tinha que ser. E assim que comigo também foi.

Tinha uns 15 minutos que eu tava no comando geral da bebedeira do cassino, quando o bipe fez escândalo em cima da minha bandeja. Na hora eu gelei! Só tive tempo de pedir a Deus em voz alta, – “Senhor, tem misericórdia de mim e não me deixa nervosa, que agora eu vou conhecer o tal do Bill”, e saí correndo com meu high heels em direção ao high limits

-“Seja o que Deus quiser!”, falei pra mim mesma.

Cheguei perto, suando de nervoso, e não foi preciso muito esforço pra enxergá-lo porque, sem brincadeira nenhuma, eu até não sou muito boa nisso, mas ele devia pesar uns 420 pounds (cerca de 190 quilos). Sim, ele era o típico americano obeso mórbido. Até aí, menos mal, porque como todo gordo tem cara de querido, aquela imagem de pessoa asquerosa que eu tinha dele, evaporou já no primeiro contato. O que eu pude constatar que era verdadeiro, no entanto, era a concentração dele no jogo, tão grande que ele realmente pediu tudo sem nem olhar pra mim…então tive meu primeiro momento com ele de poeira cósmica.

Quando acabei de anotar as milhões de coisas que ele tinha me pedido (ainda era detalhista, pra completar!), e que falei que “voltava num segundo”, acho que, por ouvir uma voz que não era nada familiar aos ouvidos, ele me olhou rápido com uma cara de “who the hells are you?”, e quis mesmo saber de onde diabos eu tinha surgido. Quase afundou os olhos no crachá que estava no meu lado esquerdo do peito e depois que leu “Susana/ Brazil”, deu um berro espantado e espalhafatoso de uns 500 decibéis : “BRAZILLLLLLLLLLLLLLLLLL!!! Cooooollll”.

Foi então que começamos um papo tão longo e, admito, tão legal, mas que nem vou contar muito porque já escrevi bastante. Ele me perguntou tanta coisa, e quis saber tudo da minha vida, do meu país (graças a Deus ele era um dos “poucos inteligentes”, se é que vocês me entendem, e já sabia que a nossa capital não era São Paulo e nem Buenos Aires), da minha cidade, da minha família, da minha personalidade…por uns instantes achei que “ah, vai ver que isso é normal aqui nos EUA, ele é um agente secreto da CIA, tudo isso que me aconteceu hoje foi armação só pra eu ser investigada pela Inteligência Americana por algum delito que eu tenha cometido…sei lá…ser brasileira?!?! No fundo, tá chique, tô como se tivesse num filme!” . E no momento em que eu realmente encerrei o papo pra, finalmente, TRABALHAR, ele me chamou de volta só pra dizer que tinha me adorado. Ponto pra mim!

A verdade é que também tinha me simpatizado com ele…

Milésimos de segundos depois, descobri , sozinha, o que ninguém tinha tido a decência de me contar: que, além de todas as coisas, ele era extremamente abusado. Perguntou se eu não queria dar um abraço nele de boa sorte, porque ele “tinha certeza absoluta de que uma pessoa assim, tão legal como eu, só poderia trazer boa sorte à vida dele” (coloquei em aspas pra ninguém achar que eu me autoelogiei, e em português mesmo, porque a frase é maior e sempre tem alguém que de inglês só sabe o “Hello!”).

Hã?!?!

- “Come onnn!! Gimme a hug!!”!!

“Esses estrangeiros sempre achando que brasileira é tudo vagabunda!” – a segunda grande raiva que me deu aquela noite!…

Achei um abraço completamente descabido (afinal de contas, não saio largando intimidades com pessoas no meu ambiente de trabalho) e, vindo do Bill, totalmente inusitado, mas na hora só consegui me lembrar das mil e quinhentas coisas que tinha ouvido a respeito dele, que lá dentro o cara era mais importante que Bush, que Papa, e que só Deus podia mais que ele, então disse “amém” praquele pedido bizarro e literalmente parti pro abraço…Então fiquei lá, ainda mais insignificante, envolta por uma cápsula gigante de gordura e completamente coberta com o suor do Bill, num abraço que, pra mim, durou uma eternidade…

Assim que me livrei daquilo e finalmente me virei na direção de volta ao bar (lembro-me como se fosse hoje!), dei EXATOS 4 PASSOS e…

E…

Alguém imagina o que aconteceu??

….

….

O BILL GANHOU NO JOGO!!! US$ 40 MIL (Exato: quarenta mil dólares!!!)!!!!!

A sirene tocou, as luzes piscaram, as moedas tilintaram, as pessoas todas olharam, chegaram mil seguranças, começou um falatório…aquilo foi um rendez-vous, pareceu abertura de Olimpíadas, só senti falta dos fogos de artificio! O Bill me abraçou, me beijou, me pegou no colo e me jogou pra cima inúmeras vezes, que nem vi onde foram parar minha bandeja, o bipe, minha caneta personalizada e os dolarezinhos que eu tava juntando na minha caixinha…Até EU fiquei tão feliz, mas tão feliz e tão eufórica, que parecia que eu mesma quem tinha ganhado um prêmio, e muito maior até que 40 mil dólares…Ô, emoção!

Depois disso sabem quem virou a Deusa do cassino, a “melhor que Bush” do pedaço, a “mais influente que o Papa” do momento, a sheik do deserto, a propagadora de sorte e a pessoa mais super-extremamente legal em território americano????

EUZINHA, claro…

O Bill me disse um bilhão de vezes, e disse a todas as pessoas também um bilhão de vezes, que eu tinha sido a “culpada”, que aquilo só tinha acontecido por causa da minha conversa, da atenção que eu tinha dado a ele, porque eu tinha espalhado uma boa energia, e blábláblá, e principalmente, por causa do meu abraço de boa sorte, que foi realmente segundos antes de tudo acontecer…Aquele episódio se propagou tão rápido nos corredores do cassino, que ouso dizer que lá foi onde tive meu primeiro (e único) contato com a fama : fiquei mais falada até que o próprio Bill…

Ele passou a só querer ser atendido por mim, e já me perguntava qual dia seria a minha folga, pra que ele nem aparecesse no cassino…Comecei a ganhar fortunas por cada garrafa de água, por cada copo XL de latte, e achava até legal quando ele reclamava que o café tava frio, porque o Bill era chato, porém justo: pagava duplamente quando eu fazia o mesmo serviço duas vezes. Vi notas de US$10, de US$20 e até nota de US$100 vindo da mão dele, pra um único pedido…O Bill foi a grande razão dos vários vidros de perfume e nike shoxs que eu comprei depois em New York…

E olhem…essas coisas atingem o nosso ego tão fortemente, mesmo, que depois daquela minha temporada americana eu passei um tempão me achando realmente uma pessoa de extrema e incomparável sorte…Aquilo tudo que tinham dito e mais um pouco…Tornei-me insuportável!

Ah, e a Filipina? Nossa, quando ficou sabendo da história deu pulos de ódio, e senti pelo meu tradutor simultâneo que ela me jurou de morte e desejou que o primeiro carro me atropelasse na rua…Dali foi onde percebi que, realmente, aquele jargão jurídico é batata: “Dormientibus non succurrit jus” (“o Direito não socorre aqueles que dormem”)…Talvez o direito de sortuda fosse mesmo pra ter sido dela, vai saber…Mas, não…ficou dormindo, dançou!

Daí, só pra contar a moral da história…Hoje, passados bons aninhos disso tudo, lembro-me de cada detalhe desse acontecimento tão peculiar com muito carinho, porque marcou mesmo, e também com muito orgulho, porque dali tirei duas grandes lições, que faço questão de carregar pro resto da minha vida (juro que é verdade!):

A primeira é que a gente nunca deve recusar um abraço, seja lá de quem for. Tem muita gente no mundo só esperando por um contato, uma conversa, um ombro, e principalmente um ouvido. Tem gente que é carrancuda só porque nunca foi muito bem compreendida, muito menos bem “abraçada” (o caso do Bill, por exemplo). É possível, sim, fazer a felicidade de alguém com coisas assim minúsculas…

A segunda é que (e essa é bem importante!) mesmo quando as situações são adversas, parecem extremamente desfavoráveis, tudo pode mudar tão drasticamente, de um jeito que a gente nem espera, de uma forma que a gente nem sabe como, e coisas sensacionais podem acontecer…A sorte pode mudar, de verdade. Um fato muito ruim se transformar em algo extraordinário. Às vezes eu me recuso a algumas coisas, fico irritada, indignada, me sentindo impotente e injustiçada, quero colocar a boca no mundo, mas me lembro do Bill, do tanto que eu reclamei naquele dia e do tanto que eu fui favorecida depois, do muito que eu era explorada e do pouco que eu ganhava naquele cassino (mentira, era bastante, sim…mas digo, em comparação com as cocktails ricas mortais), e como tudo virou a meu favor, e vejo que SEMPRE vale a pena tentar. Ir e ir com tudo, mesmo! Às vezes realmente não dá certo, mas às vezes essa minha “teoria” funciona e me dou bem. Ou, pelo menos, saio sorrindo…

Só sei que, da mesma forma que ontem e, agora mais do que nunca, fico torcendo pra que um “obeso, abusado, fresco e arrogante” atravesse o meu caminho novamente… Pra eu vibrar de alegria e, enfim, ganhar o meu dia e o meu prêmio de 40 mil dólares.

Da próxima vez, quem sabe, com direito a muitos fogos de artifício…

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6 thoughts on “Lei de Bill

  • gente, me lembro de tu me contando isso outro dia, depois do nosso capuccino no iguatemi. pode ser que o bill que tu falou seja o mesmo que ia tomar café da manhã no peppermill, às 5 da manhã, e pedia um copo de iced tea, mas sempre me diziam pra levar logo a jarra inteira, e ficava ele lá, lendo e tomando iced tea. tu vê né, como as coisas são… a minha sorte que não tinha filipinos mal educados assim – inclusive no dia que eu voltei chorando pra casa querendo morrer porque ia ter que pagar aquela multa horrorosa, o filipino que sempre aparecia pra tomar um café na seção de fumantes foi quem me levou pra casa, morrendo de dó de mim, e dizendo que ia tá no cassino, no poker, caso eu precisasse da ajuda dele.