Meu roteiro de 3 dias em Salvador 6


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Foto do meu instagram (@susanasteil) do Elevador Lacerda, um super visual!

Conheci alguns países, dei umas boas voltinhas por aí, mas nunca tinha pisado na Bahia (somado ao Rio, o clássico dos clássicos em se tratando de Brasil), e até morria de constrangimento por causa disso. Até não era falta de vontade, mas o fato é que nunca conseguia encaixar o Estado nos meus dias de folga – ou não achava boas tarifas, ou faltava companhia, ou não queria saber da muvuca de um carnaval baiano (que nunca foi um chamariz pra mim…ando mais pra sossego ultimamente…).

O fato é que coloquei na cabeça que precisava visitar, no mínimo, Salvador (pra me considerar uma digna viajante). E fui…

E não me arrependi! A nossa primeira capital é uma cidade agradável, culturalmente muito rica e, sim, com um clima de muito axé e alegria! Salvador pode ser controversa e dividir opiniões – já que alguns se desapontam com os aspectos negativos da cidade, e que, infelizmente, são alguns – mas é capaz de proporcionar experiências incríveis! E vamos falar a verdade: não dá pra sair desbravando o mundo sem incluir Salvador no roteiro! Não dá sequer pra falar “conheço um bocado de coisa no Brasil” se nunca se pisou por ali…

A seguir, compartilho o meu roteiro de 3 dias na cidade. Dá pra trocar a ordem das coisas, tem gente que gosta de incluir mais lugares, outros menos mas, por experiência própria, achei ótimo: pude ver o principal sem me cansar demais! E, pra quantidade de dias que eu tinha disponível, consegui não deixar nada de muito essencial de fora. Sigam-me os bons!

Dia 1:

Não existe nada mais turístico em Salvador que o Pelourinho. E era bem isso que eu tinha mais curiosidade de ver, num primeiro momento. Faça como eu e, antes de mais nada, vá até o Centro Histórico (que compreende não apenas o Pelourinho, mas também o Largo do Carmo, o Largo de Santo Antônio Além do Carmo e o Largo São Francisco), que é tombado como Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco. Eu comecei subindo a Ladeira da Ordem Terceira de São Francisco (tem um estacionamento bem ao lado, onde deixamos nosso carro) e já visitando a Igreja de mesmo nome e a icônica Igreja de São Francisco (com interior todinho coberto com lâminas de ouro e sendo uma das grandes representantes – senão a maior – da influência barroca portuguesa na região). Continue na direção do Largo do Pelourinho – se não for muito bom de mapa, escute o som e se deixe levar pelo batuque, já que por ali sempre tem ensaios do Olodum e congêneres. Bem ali também fica a Fundação Casa de Jorge Amado, uma espécie de casa/museu com um pouco da história e obra desse, que foi um dos mais consagrados artistas baianos.

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Não falei que era bonito? Mais uma do meu insta!

Ali no Pelourinho, na minha opinião, é onde o centro histórico se faz mais fotogênico: aproveite pra bater milhares de fotos dos casarios antigos e multicoloridos, várias delas com a linda igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de fundo. O visual dali, com as junções das ladeiras e tudo mais, é realmente tão lindo que serviu de inspiração pra vários artistas em clipes, cenários de filmes, novelas e minisséries. Até Michael Jackson gravou cenas do clipe “They don´t care about us” no Largo do Pelourinho (e o povo se orgulha tanto disso que tem até uma casa em homenagem ao maior astro de todos os tempos, com direito a souvenir com foto dele e tudo mais!).

Depois disso, junte fôlego pra subir a Ladeira do Carmo. Em seguida você verá a Igreja e Convento do Carmo, e também o famoso hotel Pestana Convento do Carmo, a opção mais luxuosa de hospedagem do Centro Histórico. Se não tiver grana pra bancar uma estadia por ali, não fique #xatiado, porque o bar do hotel abre para visitantes que desejam apenas conhecer as instalações ou tomar um drink.

Volte todo o caminho até chegar no Largo Terreiro de Jesus (onde sempre tem capoeiristas de plantão) e veja a Catedral, o Museu afro-brasileiro e a Praça da Sé. Bem próximo está outro cartão-postal de Salvador: o Elevador Lacerda, que liga a cidade alta à baixa (o mais alto elevador do mundo na época em que foi construído, em 1872), e que ainda hoje é ícone da cultura e tradição do povo soteropolitano.

Importante: A taxa simbólica do Elevador Lacerda é de meros R$0,15. Muita gente, e não apenas turistas, o utilizam como acesso de uma parte da cidade à outra, o que quer dizer que paciência e bastante água pra aturar o calor são necessárias. Para fugir da lotação e das filas, vá no início da manhã ou nos finais de semana.

Visite o Mercado Modelo, que fica em frente ao Elevador Lacerda, na parte baixa. Artesanato, lembrancinhas, iguarias tradicionais e tudo o que se encontra num mercado clássico também está ali. Se tiver com fome, aproveite pra comer em algum dos restaurantes do segundo piso. Eu almocei (na verdade foi um almoço de meio da tarde, mas valeu) no Camafeu de Oxóssi e recomendo muitíssimo! Comida típica baiana simples, porém bem servida, barata e muito saborosa!

Se a cara dos restaurantes do Mercado não agradar, ou se eles tiverem lotados, vá até a Bahia Marina, tida como um polo gastronômico de Salvador.

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Pose com as clássicas fitinhas do Bonfim

Pros mais detalhistas, como eu, o passeio até aqui durou quase o dia todo! Mas ainda dá pra combinar essa voltinha com um outro monumento não muito distante, a Igreja Nosso Senhor do Bonfim. Trata-se do maior elemento de fé católica da Bahia (já que o Senhor do Bonfim é o padroeiro dos baianos) e símbolo do sincretismo na região (catolicismo, islamismo, candomblé…tudo tem influência por ali!). É ali que distribuem as famosas fitinhas do Bonfim e onde ocorre a famosa Lavagem da Escadaria do Bonfim, uma cerimônia tradicional que já entrou pro calendário religioso baiano.

Dia 2:

Passeie pela orla, visite Pituba, Amaralina, Ondina…e pare na praia mais tradicional, falada e visitada, a do Porto da Barra. A extensão é pequena, ela fica abarrotada de pessoas, mas tem um visual realmente muito bonito, e águas bem claras.

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O belo Farol da Barra no comecinho da noite (foto do meu insta!)!

Bem próximo Fica o Farol da Barra (ou Farol de Santo Antônio), a mais antiga edificação militar do Brasil. No interior dele fica o Museu Náutico da Bahia, com um acervo interessantíssimo de achados arqueológicos náuticos e equipamentos de navegação.

O calçadão do Farol da Barra foi recentemente revitalizado, e essa região é super gostosa pra caminhar, praticar esportes, observar o movimento das pessoas, ou apenas admirar o pôr-do-sol (que é dos mais lindos de Salvador). Também tem algumas barraquinhas de acarajé, pra quem tiver curiosidade de provar. Eu acabei voltando pro Farol também à noite, por ter gostado bastante do clima do lugar.

Nesse dia aproveite também pra passear na Barra, na minha opinião o bairro mais agradável de Salvador. Há pequenos comércios (lojinhas bem bacanas!), alguns bares próximos à orla, inúmeros hotéis cinco estrelas e ainda o Shopping Barra.

Outro ponto legal da cidade, especialmente em fins de tarde, é o Solar do Unhão. É um conjunto arquitetônico que fica às margens da Bahia de Todos os Santos, ao pé de uma ladeira extremamente íngreme, e proporciona um visual único de pôr-do-sol. Por ali também ficam as instalações do Museu de Arte Moderna da Bahia, um dos maiores espaços de arte do Nordeste, com um público de mais de 200 mil pessoas por ano!

Se sobrar pique no fim do dia, aproveite os bares e restaurantes do Bairro Rio Vermelho, o mais boêmio de Salvador! Por ali tem várias opções de boa comida, música ao vivo e tudo mais. Só não se esqueça de que a noite em Salvador começa cedo! O ideal é não deixar passar muito das 20h pra procurar um jantar ou petisco.

Dia 3:

Quem nunca ouviu falar de Itapuã? “Passar uma tarde em Itapuã, ao sol que arde em Itapuã”, a tão famosa música de Toquinho e de Vinícius…De fato, é praia que vale muito ser vista, e que considerei uma das mais belas.

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Outra foto do meu insta (bati fotos bem legais em Salvador!) – aqui, no jardim de Alah!

Na realidade, as praias mais distantes do centro – Jardim de Alah, Piatã, Flamengo, Itapuã – são as mais bonitas e gostosas (foi o que eu achei, pelo menos). Elas têm aqueles vários coqueiros tipicamente baianos, maior extensão de areia, pareceram mais limpas…Aproveite o dia em alguma delas, ou até em mais de uma! Tem muita gente praticando esporte ou apenas curtindo um sol! A Prefeitura de Salvador tirou as barracas das praias para revitalização da área, mas ainda assim é possível comer um petisco na praia, ou beber uma água de coco bem fresca. O jeito é aproveitar o clima de relax baiano e ficar de boa na praia! Não tem programa melhor!

Atenção, atenção: leve o mínimo possível pra praia, e isso foi até recomendação que ouvimos de próprios baianos. Esqueça grandes parafernálias, bolsas recheadas, e coisas mais caras, como roupas de banho mais luxuosas, óculos de grife ou máquinas fotográficas. Não me aconteceu nada no período em que estive por lá, mas assaltos nas praias não são lá muito incomuns. Na dúvida, vale não ostentar demais, e ficar só com o essencial. E deixar pertences solitários na canga ou toalha de praia, nem pensar! A segurança agradece!

Pro meio da tarde, recomendo uma voltinha no Outlet Premium de Salvador. Eu sei, com tanta coisa bacana na cidade, perder tempo fazendo compras pode parecer uma atividade meio imbecil, mas é que os preços realmente compensam! O outlet fica a um pouco mais de 30 km de Salvador, e tem grifes nacionais e internacionais (como Lacoste, Diesel, Levi´s, Animale, Carmen Steffens…) a preços BEM tentadores. Abre todos os dias das 9h às 21h, vale um pulinho!

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6 thoughts on “Meu roteiro de 3 dias em Salvador

    • susanasteil Autor

      Oi, Luciana!
      Não vieram mais notificações de comentários no meu site, não sei por qual motivo, por isso agora respondo BEM atrasada…mas espero que ainda valha.
      Peguei uma promoção no Bahiamar, no bairro Jardim de Alah.
      O hotel tá um pouco velhinho, mas os quartos estavam bem limpinhos, fomos muito bem atendidos e o café da manhã era ótimo!
      E era só atravessar a avenida que estávamos na praia, uma das mais lindas da cidade, inclusive.
      Esse bairro fica bem afastado do centro, mas até preferimos assim! Estávamos de carro, o que não atrapalhou em nada o nosso deslocamento, e achamos o centro e bairros nos arredores muvucados demais.
      Se você nãos e importar com a distância até o centro, recomendo este hotel, sim!
      Qualquer outra coisa, estou á disposição!
      Beijos!

    • susanasteil Autor

      Oi, Vera! Tudo bem?
      Acredito que pra um final de semana prolongado, esse meu roteiro do post está de bom tamanho!
      Também escrevi outros dois de Salvador, dá uma olhada AQUI e AQUI TAMBÉM!
      Caso procure algo mais específico, ou mais voltado pro perfil de vocês, trabalho com roteiros 100% personalizados!
      Se interessar, manda email pra blog@susanasteil.com.br, que passo mais detalhes de como funciona! Mas já adianto que é feito exclusivo pra quem contrata esse serviço, tendo em vista o que vocês esperam da viagem, o nível de viajantes que vocês são (frequentes, dependentes etc), o quanto têm pra gastar, quais são as preferências em viagem (cultural, agito noturno, histórico etc).
      Precisando, só me dar um toque!
      Beijos!