Os encantos de Quebec City!


Foi a terceira cidade que visitei no Canadá, e é uma das mais antigas do continente. Até não tenho tanta coisa assim pra falar da cidade, não porque ela não é bonita, nem interessante (pelo contrário!), mas porque, embora a cidade toda seja bem espalhada e comporte meio milhão de habitantes, a parte turística é bem pequenininha, sem maiores complicações e detalhes.

Québec foi disputada por ingleses e franceses no século XVIII e é a capital da província (embora todos pensem que é Montrèal). Ainda mantém intactos os muros da época da disputa das terras, mas hoje o que se vê por lá é uma (ainda mais) forte influência francesa. Realmente em tudo: nas casas, nas praças, na linguagem, nos sinais e placas, na comida, nos costumes. Pra terem uma noção, saí pelas lojinhas à procura de alguns artigos, desses tipo souvenirs (aliás, nunca vi uma cidade com tanta loja de souvenirs por metro quadrado!) bem québécoises, pra levar como recordação, ou pra entender o quê, culturalmente falando, eles tinham que era só deles, mas levei um susto: o preço das lembrancinhas era exorbitante, e foi aí que um atendente me disse que tudo o que tinha na cidade era mais caro porque era importado da França! Ou seja: eu estava numa pequena cidade do interior da França e não sabia!

Fiquei sem algo de total identidade franco-canadense pra levar pra casa (a notícia ruim), mas ganhei (como notícia boa) uma cidade com total atmosfera francesa, de grande importância histórica, belas construções, charme e um certo quê de sofisticação…Enfim, uma cidade encantadora!

Para conhecer suas principais atrações (que nem são muitas!) a melhor forma é realmente andar a pé. São três as regiões da cidade: a Basse-Ville (ou Cidade baixa), que é a mais antiga e fica às margens do Rio São Lourenço; a Haute-Ville (ou cidade Alta), que é a parte murada, onde ficam também lojinhas e restaurantes, além de alguns prédios importantes (como o cartão-postal da cidade, o Château Frontenac); e a Grand Allée, também na parte mais alta da cidade, porém fora da região murada, onde ficam alguns edifícios do Governo, como o Hôtel du Parlement.

Hôtel du Parlement

Pela própria localização do meu hotel, comecei meu passeio pela região da Grand Allée. Fui primeiro à Assemblée Nationale, um prédio super imponente que abriga o Parlamento, e segui caminhada até as FORTIFICATIONS (ou La Citadelle, uma bela fortaleza construída pelos governos inglês e francês para proteger a cidade de prováveis ataques americanos).

La Citadelle

Place des Armes

Logo cheguei à região murada, e passei por alguns de seus “pontos altos”, como o Hôtel de Ville, a Place des Armes, a Rue du Trèsor, a Basilique Notre-Dame-de-Québec, e o Musée du fort. O destaque da região murada é, sem dúvida, o Château Frontenac, aquele prédio gigantesco em tom de laranja que a gente vê em todas as fotos ou vídeos de Québec.

Aliás, o Chatêau merece um parágrafo à parte. Foi construído no final do século XIX pela Canadian Pacific Railway para abrigar viajantes (de trem) em trânsito, e teve como inspiração alguns castelos europeus – com diversas torres e janelinhas. O hotel, que no início contava com 100 quartos, foi se expandindo e hoje possui mais de 600 suítes. Sim, ainda funciona como hotel (da rede Fairmont, com quartos que variam de CAD 319 a CAD 2599 a diária/ casal, pra quem possa interessar), e disponibiliza tours guiados (fui a um meio que pra matar tempo e porque era barato – CAD 9  , porque não sou fã desse tipo de passeio, mas me surpreendi com o que vi; o Château é realmente muito mais que um hotel de luxo!). O castelo todo é de “tijolo à vista” (por isso a cor laranja) e tem todos os telhados em cobre verde, e é MUITO bonito de se ver, além de realmente enorme! Foi o grande responsável por belas fotos que tirei por lá!

Eu no Terrasse! O Château, claro, praticamente de protagonista!

Ali na região também tem o TERRASSE DUFFERIN que, como o nome propõe, é um terraço todo em deck de madeira, com alguns bancos, mirantes e quiosques, com uma vista imperdível pra todo o Rio São Lourenço e pro outro lado da cidade (a parte não turística).

Dali, continuei caminhando e peguei o FUNICULAIRE (a única “atração” realmente muito barata do Canadá: CAD 1,75 para descer até a cidade baixa!) e fui em direção à chamada “cidade velha”, até o famoso QUARTIER DU PETIT CHAMPLAIN. Meu Deus que lugar mais fofo! A minha parte preferida da cidade, sem nenhuma sombra de dúvida! Trata-se de poucas quadras com casebres, pequenas lojas, feirinhas de artesanato, galerias de arte, cafés, bares e restaurantes.

Por ali também fica a Place Royale, a principal da cidade, queque passou por uma revitalização na década de 70 (na verdade, toda a região da cidade baixa foi revitalizada e hoje é super turística!) e, um pouco mais à frente, o porto antigo, ou “vieux-port”.

Passei dois dias e meio em Québec, que foram maiiiiiiis do que suficientes pra eu ver tudo o que a cidade tinha pra oferecer. Não sei por qual motivo, mas Québec me lembrou muito a cidade de Gramado-RS (talvez por ser um destino bem típico de inverno, jeitinho de cidade cenográfica com casas bem pequenas, que parecem de boneca, ótimos lugares para se comer bem e muitos, MUITOS turistas!).

Muito embora eu já tenha comentado sobre o meu pavor de frio, e de lugares frios, fiquei imaginando que deveria ser um destino sensacional para uma viagem “para se ver neve” (há várias estações de esqui na região, inclusive), bem romântica (a dois),ou para um passeio bem bacana em família!

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