Roteiro de 6 (ou de 4) dias em Paris – Parte 2 3


Este post é continuação do Roteiro de 6 dias que montei para quem deseja visitar Paris. Aqui está a primeira parte do post. Lembrando que os que têm apenas 4 dias na cidade, podem cortar os dois últimos deste roteiro. Nos 4 primeiros dias que coloquei realmente o que não deve faltar nas suas andanças parisienses.

Dia 3: Manhã – Passeio 5 | Tarde – Passeio 6 | Noite – Jantar no Moulin Rouge (Cancan) 

5. Sacre-Coeur + Montmartre + Pigalle e Moulin Rouge

Comecem o dia com uma visita ao bairro Montmartre, onde está situada a Basilique du Sacré-Coeur (Basílica do Sagrado Coração) – uma das atrações mais visitadas de Paris – e ao distrito de Pigalle, conhecido por cabarés e pelo Moulin Rouge.

A região do Moulin Rouge, que se enche de gente durante a noite | Foto: Gojouney.com
A região do Moulin Rouge, que se enche de gente durante a noite | Foto: Gojouney.com

Aconselho realmente fazerem este passeio bem cedo, porque os próprios guias turísticos não indicam que se vá ao Montmartre de metrô no período noturno. É um bairro da boemia francesa, com muitas boates e cabarés, onde, até hoje, tem shows eróticos, prostitutas…enfim…de fato não tão seguro pra se perambular a noite.

Peguem o metro até a parada Absesses (ou Anvers, também serve!) e sigam o mapa para que cheguem a Sacre-Coeur (haverá placas na rua indicando o caminho, qualquer coisa). Comprem o bilhete do Funiculaire, que é um bondinho que leva até a Basílica (da base ao topo – parece que não é tão alto, mas tem muita escada e cansa demais as pernas!). Realmente a construção, inspirada na arquitetura bizantina, é de uma beleza fantástica! E de lá se tem uma vista bem diferente de toda Paris, já que é um ponto que fica numa região mais elevada da cidade.

Saindo da Sacre-Couer, continuem caminhando pelas ruas de Montmartre. Indiquei no mapa, mas é fácil de achar a Boulevard de Clichy (é a avenida principal, na verdade). Caminhando por alguns metros, vocês encontrarão o moinho vermelho (Moulin Rouge) (foto), que é o cabaré mais tradicional de Paris. Não é lá um grande e lindíssimo prédio, na verdade não tem nada de mais, mas é parada obrigatória de turista. Vale por pelo menos uma foto, já que também é um dos grandes símbolos da Belle Époque francesa.

Sugestão: separem uma das noites para assistirem a um espetáculo de dança (de estilo cabaré) no Moulin Rouge, ou nessa região. Quando fui custava 90 euros (não muito barato!) e incluía jantar e traslado. Mas compensa, porque é um traço da cultura parisiense muito forte, que merece apreciação. Bem provável que, perguntando na própria recepção do hotel sobre esse passeio, eles consigam alguém que os leve até lá. Caso isso não seja possível, comprem convites nas próprias bilheterias dos cabarés e voltem algum dia pela noite. DE TÁXI, não esqueçam!

 

6. Opera + Galeries Lafayette + Rue de Rivoli e Saint Honore + Place de la concorde

Se fizerem o passeio nesta sequencia, de onde estavam peguem o metro na estação Pigalle (linha VERDE – direção Maire D´Issy) e parem na Saint- Lazare. Dali, troquem para a linha VERDE MUSGO – direção Gailleni e parem na estação Opera.
Ou, de qualquer lugar da cidade, estação Opera.
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A fachada da Opera Garnier, até hoje a casa de espetáculos mais importante de Paris

A Opera Garnier é a principal e mais tradicional casa de espetáculo de Paris. É um palácio belíssimo, com uma entrada imponente, da época em que os membros da corte francesa chegavam para assistir aos concertos e peças teatrais com carruagem.

Na quadra de trás estão as tão faladas Galerias Lafayette. Trata-se de uma espécie de shopping, com lojas das mais famosas marcas do mundo (Dior, Armani, Hermès, Chanel, Prada, Salvatore Ferragamo…). Vende de tudo: cosméticos, perfumes, roupas, acessórios, e dá, sim pra se encontrar alguma coisa que valha a pena comprar. Mesmo os produtos de grife não sendo tão baratos na Europa quanto nos EUA, por exemplo, mesmo assim, ainda tem preço consideravelmente inferior aos comprados aqui no Brasil.

Na Lafayette, pelo que me lembre, tem algumas opções para alimentação, caso queiram almoçar por ali (se fizerem o Montmarte pela manhã, calculo que estarão por aí perto da hora do almoço). Se não agradarem as opções, nas quadras ao redor tem alguns restaurantes, porém de preços mais elevados. Outra coisa que dá pra fazer é prosseguir o passeio, e esperar pra comer na Champs Elysèes, que não está muito distante.

Pelo mapa, prossigam até a Rue de Rivoli. Nesta rua estão várias lojas que vendem souvenirs. E em uma de suas esquinas (ACHO que com a Richelieu) está uma das mais baratas perfumarias de Paris.

Nas ruas que se encontram entre a Opera e a Rivoli está a parte chique da cidade. Na Saint Honore, por exemplo, estão outras tantas lojas de grife, restaurantes caros, grandes boutiques.

Também nas redondezas, a casa onde mora o Primeiro Ministro (que vocês vão saber qual é pela quantidade de guardas e seguranças e porque não pode passar ninguém na calçada da frente!) e o Hotel Ritz de Paris (não sei até onde corresponde essa informação, mas na minha primeira visita, disseram que é o hotel que tem o quarto com a diária mais cara do mundo).

Este tour se encerra na Place de la concorde.

Se tiverem pique, sigam pela Champs Elysèes, para compras e, talvez, um almoço ou lanche em uma das várias opções gastronômicas da Avenida.

Se tiverem mais pique AINDA, subam ao Arco do triunfo!

Dia 4: Manhã – Passeio 7 | Tarde – Passeio 8 | Noite – Torre Eiffel à noite, com jantar no restaurante da Torre

 

7. Château de Versailles

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O Palácio de Versailles visto dos seus jardins

 

 

 

Para chegar ao Palácio: metro RER linha AMARELA C5 Versailles- Rive Gauche.
Observem que a linha amarela é a mesma linha da Torre Eiffel, mas para ir a Versailles se tem um problema extra: o passe que vocês adquiriram de metrô não dá direito a viagens para zonas mais afastadas do centro de paris (o caso do Palácio). Dessa forma, terão que parar na estação Champ de Mars – Tour Eiffel (a da Torre!) e comprar um tíquete extra para Versailles. No guichê vão perguntar “aller-retóur?”, que quer dizer “ida e volta”, vocês responderão com um “oui” e com 5,80 euros, pagarão pelos dois bilhetes.
Passem pela catraca e esperem o trem C5, ou algum que tenha a letra “V” na frente. Prestem muita atenção neste detalhe porque, caso não tenham notado, essa linha termina numa bifurcação, que vai OU pra Versailles-Rive Gauche OU para Saint – Quentin. Se houver distração, correm o risco de pegar o trem que vai para Saint-Quentin e acabarem se perdendo.
O tempo de percurso do trem até Versailles é de aprox. meia hora.
Chegando na estação do Metrô, o Palácio fica a uma quadra. Placas grandes indicam o caminho, mas pela movimentação de turistas, não tem como errar.

Como tudo em Paris é muito grande, as construções são exageradas, suntuosas e com muita riqueza em detalhes, talvez vocês tenham de Versailles a mesma impressão que eu tive – esperava ver algo maior e, pela fama, bem mais luxuoso. Contudo, é um passeio que não tem como deixar de fazer, já que o Palácio foi considerado patrimônio histórico da humanidade pela UNESCO. Não dá pra ir a Paris sem visitar Versailles!! E só a vista dos Jardins já compensam o ingresso – trata-se de uma das maiores áreas paisagísticas já projetadas no mundo! É muito, MUITO lindo, mesmo! No interior do castelo, também tem cômodos bem famosos, como o Corredor dos Espelhos.

Para voltar, basta andar a quadra até a estação de metrô, desta vez sem tanta preocupação com o sentido.

Minha sugestão: voltem até a estação Invalides. De lá troquem para a linha LILÁS direção Créteil. Parem na próxima estação, que é a Concorde. Assim vocês dão sequencia ao passeio, com o roteiro 8.

8. Petit Palais + Grand Palais + Jardin du Tuileries + Louvre

Da Place de La Concorde, voltem um pouco, em direção ao Arco do Triunfo, e na primeira avenida transversal (a Winston Churchill) estarão o Petit e o Grand Palais (um de frente para o outro, praticamente). O Grand Palais, o maior dos dois, tem um acervo considerável, com obras dos maiores pintores, escultores, desenhistas e artistas do mundo inteiro. O Petit Palais, por sua vez, costuma abrigar exposições itinerantes e temáticas. Quando estive por lá, visitei a mostra do ano do Brasil na França, por exemplo.

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Outro desses parques lindíssimos de Paris, o Jardin des Tuileries dá acesso ao Museu do Louvre

O Jardim enorme que vocês observam um pouco a frente do Obelisco da Concorde (e já devem ter visto nos dias anteriores, também) é o Jardins des Tuileries, também conhecido como Jardins do Louvre. São alguns bons metros de caminhada, mas como tempo e calma, vale a pena fazer. Dá pra sentar e descansar as pernas, também.

A próxima parada é o museu do Louvre. Pelo tamanho, impossível de se visitar num só dia. Sigam, então, pelo caminho óbvio de todo turista: o que leva ao quadro da MonaLisa. Já na entrada do Museu tem placas indicando em qual ala está a famosa obra de Da Vinci. É uma peça minúscula, e foram gastos 5 milhões de Euros com segurança na sala onde ela se encontra. Mas apesar da aparente “irrelevância” do quadro, quem já ouviu falar um pouco da obra de Da Vinci sabe quantos enigmas e lendas sondam a MonaLisa. E, sim, ela olha pra gente a medida em que a gente se movimenta na sala (podem fazer o teste!)!!

 

Dia 5: Opcional: Disney dia todo com descanso a noite OU Passeios Torre Montparnasse (manhã) Marais-Bastille-Geroges Pompidou  (a tarde)

Esses (o dos dias anteriores) foram os passeios ESSENCIAIS na Cidade Luz. Dá pra fazer todos em 4 dias.Claro, fica corrido, mas dá pra fazer.

Coloco, aqui, algumas outras regiões de Paris que podem ser visitadas. São opções extras. Se tiverem tempo e se quiserem, façam, que compensa. Se não quiserem por qualquer motivo (cansaço, ou porque desejam voltar a algum lugar de que tenham gostado muito), saibam que o essencial MESMO, aquilo que não pode ficar de fora DE JEITO NENHUM, já está nos roteiros/ passeios de 1 a 8.

São estes os passeios adicionais:

A Disney de Paris é uma opção pra quem quer fugir do lugar comum, ou pra famílias
A Disney de Paris é uma opção pra quem quer fugir do lugar comum, ou pra famílias | Foto: azerinn

Disneyland Paris (metro RER linha VERMELHA A4 – última parada Marne-laVelle – Chessy. Lembrando que tem o mesmo problema do metro de Versailles: o passe não dá direito a ir pra lá. Tem que comprar um tíquete extra para a Disney no guichê, em qualquer outro ponto da linha vermelha: Gare de Lyon, por exemplo) – A sede européia do Parque Disney fica em Paris. Não é tão grande quanto a DisneyWorld na Flórida, ou como a Disneyland da Califórnia, mas é uma opção de passeio de um dia inteiro. Pra quem pensa que Disney só tem graça pra criança, não é bem assim: adultos se divertem muito nos parques e tem coisas lindas! Tem dois parques: o Disneyland Park (aberto das 10 as 22h) e o Walt Disney Studios (das 10 as 19h). O preço do ingresso para 1 dia é de 36 Euros/ adulto.

Montparnasse (Metro linha ROXA até Montparnasse-Bienvenue e trocar ara linha AZUL CLARO até a próxima, Gare Montparnasse): esta região tem ótimos restaurantes (segundo alguns sites, os melhores de Paris!), a estação ferroviária Montparnasse (que, como todas as outras, tem muita concentração de lojas e serviços de alimentação) e a famosa Torre Montparnasse, que é a construção de maior altitude em Paris. Não subi na torre na época, mas minha irmã subiu e disse que compensa, já que dá pra ver toda a cidade.

O Le Marais é cheio de cafezinhos fofos como este
O Le Marais é cheio de cafezinhos fofos como este

Marais – (Metro linha AMARELA – Saint Paul) O bairro Le Marais faz parte do patrimônio histórico da Unesco. Tem um ar todo especial, com ruas estreitas, muita concentração de bares, cafés, restaurantes e galerias de arte. Era a região predileta de poetas e músicos. Mistura o jovem, arrojado e alternativo, com o antigo e boêmio. É lá que se encontra a comunidade (bairro) gay de Paris. Tem muitas lojas, brechós, exposições de arte. Fica entre a Praça da Bastilha e o Hotel-de-ville (a prefeitura de Paris. Metro linha AMARELA Hotel de ville). Vale a pena conhecer!

Bastille (Metro linhas LILÀS, LARANJA ou AMARELA – Bastille) – O Ponto mais famoso é a Praça da Bastilha (das aulas de história…alguém já ouviu falar na Tomada da Bastilha em julho de 1789?), que remete a uns dos acontecimentos históricos mais marcantes do país: a Revolução Francesa. Hoje é uma praça com bares e cafés, que também abriga a Ópera Bastille. Próxima está a Place des Voges (um conjunto de casas geminadas, entre elas a que foi residência de Victor Hugo). Aproveitem a região para passearem pelas feirinhas de rua (em Paris, são muito famosas, e cada arrondissemement tem uma! Na época da minha visita, por sugestão de um site, fui na da Bastilha, e recomendo! Tem maiores detalhes no post de Compras em Paris.)

Centre Georges Pompidou (metro linha MARROM Rambuteau ou linhas VERMELHA, ROXA, AZUL ou VERDE Chatêlet- Les Halles)  – Construção high-tech, uma das mais visitadas de Paris. Trata-se de um complexo que abriga museus, teatros, bibliotecas, mostras de cinema e outros artigos culturais. Tem acesso gratuito a internet, assim como exposições com livros e revistas da França e de todo o mundo.

Parc André-Citroen (metro linha MOSTARDA – Javel-Andre Citroen) Lindo parque futurista às margens do Rio Sena, na região tecnológica e moderna da cidade (sim, paris tem disso!). Tem passeios de balões por lá!

La Villete, ou Cidade das Ciências (Metro linha ROSA – Port de la Villete) Abriga várias atrações, como a Cité des Sciences e de l’Industrie, Mediathèque, Planetarium, e muitos restaurantes, bares e lojas.

Dia 6: Livre para compras

O dia 6 pode ser utilizado tanto para fazer compras, como para repetir alguma parte de Paris de que você tenha gostado muito, e que acabou tendo que ver com pressa.

Acabei fazendo um post separado com dicas de compras e alguns endereços em Paris, porque ia ficar muito grande pra colocar aqui. Está neste link e vale conferir!

Pra finalizar, Paris é uma cidade que, sempre que possível, merece ser revisitada. Coloquei as coisas realmente mais importantes, pontos especiais e até turísticos da cidade, mas o bacana ali é fazer tudo com calma, pra aproveitar o clima gostoso que a cidade tem. Garanto que, na sua volta, você vai concordar comigo!

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