Viagem: Passeios em Montrèal – Parte I


De Toronto eu parti pra Montrèal (não fiz com a sequencia dos km que coloquei por aqui; o que determinou minha ordem foram horários dos trens, principalmente – acabei deixando Ottawa pra volta, por conta disso). Cheguei por lá logo após o almoço, e saí desesperada pra ver o máximo de coisas possível. Já chegando na estação de metrô, pude ver o skyline da cidade e fiquei impressionada! Pelo menos pra uma primeira vista a cidade era linda!

Depois, em uma segunda volta com um pouco mais de calma, pude confirmar minha primeira impressão, e mais: Montréal, em questão de horas, entrou pra minha lista de lugares em que moraria feliz da vida! Meus Deus, que cidade sensacional!! Arquitetura linda, ruas limpas e arborizadas, construções moderníssimas, pessoas bem vestidas, simpáticas e educadas e, pra completar, ouvir o sotaque francês realmente deu um charme a mais pra coisa (por mais que o sotaque do francês canadense tivesse soado meio estranho pro meu ouvido! Parecia americano tentando falar francês!!)!!

Montréal, um cidade construída em um ilha, é o segundo maior centro populacional do Canadá, com pouco mais de 3 milhões de habitantes. Colonizada por franceses no início do século XVII, até hoje ela guarda fortes heranças do país de origem, nas construções, nos costumes, na gastronomia, nas artes e, mais perceptivelmente, no idioma.

Apesar de agregar um grande número de pessoas, no entanto, tive a mesma sensação de quando em Toronto (ainda mais, na verdade): a de um lugar tranquilo, fácil de andar, receptivo…familiar, talvez?!? Sei lá…só sei que me senti muito bem aconchegada e segura durante minhas “voltinhas” pela cidade…

A melhor forma de circular pela cidade é realmente gastando sola de sapato. Muito embora o metrô seja eficiente e prático, e até mesmo necessário para destinos mais afastados do centro, a cidade é tão encantadora e tem uma arquitetura tão única, que vale apreciar mais de perto. É andar e se deixar envolver por Montrèal e suas inúmeras atividades…

Coloco a seguir, então, meus comentários, dicas e sugestões de passeio para se aproveitar essa cidade deslumbrante!!!

VIEUX–MONTRÈAL (VELHA MONTRÈAL) – Foi por essa região que se deu início a fundação de Montrèal, em 1642. Missionários franceses construíram, às margens do Rio São Lourenço, toda uma estrutura de “cidade”, com comércio, praças, ruas e administração própria. Porém, com a expansão de Montréal, que logo se tornou uma das grandes referências de centro urbano da América do Norte, toda essa parte antiga acabou se tornando pequena demais e veio a se desvalorizar, consequentemente.

Em 1960, no entanto, o bairro foi todo revitalizado, a fim de que fossem preservadas sua história e arquitetura riquíssimas. Os casarios, datados do século XVII, viraram charmosas lojas, bares, cafés, bistrôs, boutiques, restaurantes.

No preciso dizer que foi um das partes que mais amei de Montréal. Nela ficam super evidenciados os contrastes presentes em toda a cidade…essa coisa que só se vê por lá, em Montréal mesmo, de inglês X francês, antigo X moderno, clássico X remodelado, cosmopolita X provinciano… E a impressão que se tem, caminhando pelos becos e vielas do bairro, é que estamos viajando no tempo! É TUDO antigo: desde as pedras calçando as ruas, até placas e letreiros. Sem falar nas fachadas dos prédios/casas, claro!

Fiquei imaginando que delícia seria visitar esse bairro nos meses de verão, com mil pessoas passeando pelas calçadas, cafezinhos lotados, artistas de rua (porque quando fui, como já fazia frio, tava  tudo meio vazio…uma pena!)…Pareceu mais parisiense que a própria Paris!!

VIEUX PORT  - O antigo porto de Montrèal, próximo à cidade antiga, já foi um dos mais importantes da América do Norte. Mas, assim como a VIEUX-MONTRÉAL, acabou entrando em desuso com a expansão e crescimento da cidade.

Hoje, porém, com uma área completamente reestruturada, virou um dos parques mais frequentados de Montrèal, com uma enorme e maravilhosa vista para o rio.  Possui mais de 10 km de calçadão e ciclovia, tendo se tornado uma zona de lazer ao ar livre super frequentada durante todo o ano.

PLACE DES ARTS - Por ali ficam as maiores opções de entretenimento da cidade, com 5 teatros (um dos prédios do entorno sedia a Ópera de Montrèal e a Orquestra Sinfônica) e o maravilhoso Musée d´Art Contemporain. Nesta praça é onde também acontece o famoso Festival Internacional de Jazz de Montrèal. Na Place des Arts, sem dúvida, é possível escolher um passeio mais cultural – alguma exposição, concertos, ballets…

RUE SHERBROOKE – uma das mais importantes de Montrèal, foi o grande pólo comercial da cidade até metade do século 19, e possui, até hoje, centenas de lojas (várias delas de grife), hotéis, bares, galerias, livrarias, restaurantes e igrejas. Vale o passeio por pelo menos parte dela (e vai ser realmente muito difícil não passar na Sherbrooke, já que ela praticamente corta a cidade toda de leste a oeste)e desfrutar, além do comércio, das lindas casas geminadas e construções que serviram de residência à famílias mais ricas da região durante seu período de colonização.

Notre Dame de Bonsecours

IGREJAS  – Boa parte da arquitetura da cidade, fortemente influenciada pela francesa, está representada por inúmeras igrejas belíssimas. Aliás, uma coisa que me chamou a atenção foi a grande quantidade de igrejas católicas na cidade – talvez eu só tenha visto em maior número na Itália…Sendo católico ou não, vale visitar pelo menos as mais famosas (Basilique Notre-Dame-de-Montrèal, Christ Church CathedralCathédrale Marie-Reine-du-Monde e Notre Dame de Bonsecours), pelo valor cultural e arquitetônico das construções.

CIDADE SUBTERRÂNEA- Como eu já comentei no post de Toronto, essa é uma região (e que também tem por lá) inteiramente subterrânea, interligada pelos metrôs Peel, McGill e Place des Arts, para tornar o inverno um pouco mais viável e “circulável”. São diversas lojas (e farmácias, restaurantes, cinemas etc), em estilo de shopping mesmo, que proporcionam todo um conforto urbano longe das baixas temperaturas dos meses de frio – a área é toda climatizada (realmente era onde eu ia pra fugir do vento! Nada melhor que agradáveis 25 °C!!) e, obviamente, também super movimentada nos meses de calor.

ORATÓRIO SAINT JOSEPH – Trata-se do maior templo católico da cidade, e maior igreja de todo o Canadá. Virou um dos “must-see” de Montrèal, porque recebe mais de 2 milhões de peregrinos por ano e porque, de fato, é lindíssimo. Construído no século passado (entre 1924 e 1967, ou seja, é uma construção recente), lembrou muito a Sacre-Coeur de Paris, talvez por ficar no alto de uma colina (comparações com coisas francesas em Montrèal são inevitáveis…realmente tudo lembra qualquer coisa da França! Mas vou dizer pra vocês que achei que o Oratório deu de mil a zero na “rival” francesa, em termos de conservação e imponência, mesmo! E olha que a Sacre-Coeur é divina!). Possui um dos mais belos jardins de Montrèal e sua cúpula, um octágono de 97 metros de altura, é a terceira maior do mundo (perdendo apenas pra Basílica de Nossa Senhora da Paz, na Costa do Marfim, e pra Basílica de São Pedro, no Vaticano).

Biosphere

ILE-SAINTE-HELÈNE e ILE-NOTRE-DAME – São duas ilhas arborizadas em meio ao Rio São Lourenço que abrigam outras grandes atrações da cidade. Na primeira fica o famoso parque Jean Drapeau (com uma estrutura super bacana para atividades e esportes ao ar livre, assim como piqueniques – achei muito bacana ver o pôr do sol de lá, passeio imperdível!), a Biosphere (centro de estudos sobre o sistema fluvial canadense, cuja cúpula já virou cartão postal da cidade e inspira milhares de fotos!), além de um forte e museus.

Casino de Montrèal

Na segunda está o Casino de Montrèal, que abre todos os dias do ano, para quem é fã de uma jogatina ou quer tentar a sorte nos caça-níqueis.

(CONTINUA NO PRÓXIMO POST…)

Vista sensacional que se tem da cidade na Ile Sainte-Helène 

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